Eu vivi alguns marcos importantes de Nova York, como encontros imediatos com guaxinins e ser atropelado por motociclistas em Cobble Hill.
Foi difícil chegar até aqui, mas finalmente posso dizer que sou um verdadeiro nova-iorquino. Lembro-me da minha chegada à cidade há anos atrás, quando desembarquei no JFK com uma mala nas mãos e uma infinidade de sonhos na cabeça. Era um jovem inexperiente, que deixara sua cidade natal em busca de novas oportunidades e aventuras. E como eu encontrei!
A primeira vez que vi um guaxinim foi logo no meu primeiro ano de moradia em Nova York. Eu ainda estava me acostumando com o fato de que, em Nova York, é possível encontrar quase tudo, desde pizzarias 24 horas até cenas surreais no metrô. Mas encontrar um guaxinim em pleno Central Park foi uma das coisas mais inesperadas que já aconteceu comigo. Ele parecia tão confortável ali, como se fosse dono do lugar. Eu queria ter uma foto dele, mas não tive coragem de me aproximar o suficiente para isso.
Mas nem tudo foram flores na minha jornada rumo à nova-iorquinidade. Eu lembro com precisão da tarde em que fui atropelado por um motociclista em Cobble Hill. Eu estava distraído, olhando para os prédios e para a vida das pessoas, quando ouvi um barulho alto e fui arremessado ao chão. Por um segundo, achei que minha vida ia acabar ali mesmo, mas o motociclista se levantou, pediu desculpas e me ajudou a levantar. Foi um momento assustador, mas me fez perceber que Nova York é um lugar onde tudo pode acontecer, inclusive um acidente de trânsito em plena luz do dia.
Mas o que mais me emociona em minha jornada para me tornar um verdadeiro nova-iorquino é a sensação de pertencimento que sinto agora. Eu já não me sinto mais como um turista perdido na cidade, mas sim como um habitante local, que conhece as melhores pizzarias, os melhores lugares para assistir um jogo de basquete, e os segredos escondidos da cidade. Eu me sinto parte de uma comunidade vibrante e diversa, que representa tudo o que há de melhor no mundo.
não posso deixar de contar algumas das situações engraçadas que vivi quando cheguei à cidade que nunca dorme.
Lembro-me, por exemplo, de ter me perdido no aeroporto e de ter andado em círculos por um bom tempo, até que um policial me encontrou e me ajudou a chegar ao metrô. Eu estava tão impressionada com a quantidade de pessoas e com o tamanho do terminal que acabei ficando meio perdida.
Mas isso foi só o começo das minhas aventuras em Nova York. No meu primeiro dia de exploração pela cidade, acabei entrando no metrô errado e fui parar em um bairro completamente diferente do que eu queria visitar. No entanto, isso acabou sendo uma ótima oportunidade para conhecer lugares novos e acabar descobrindo uma sorveteria incrível.
Em outra ocasião, durante uma caminhada no Central Park, acabei me juntando a um grupo de pessoas que estavam fazendo yoga. O problema é que eu não sabia nada sobre yoga e acabei fazendo algumas poses erradas, chamando a atenção dos outros participantes. Mesmo assim, me diverti muito e acabei fazendo novos amigos.
Mas uma das situações mais engraçadas que vivi em Nova York aconteceu em um restaurante italiano, quando pedi uma pizza e me surpreendi com o tamanho da porção, que era muito maior do que eu estava acostumada. Acabei pedindo uma caixa para levar as sobras e, ao sair do restaurante, fui abordada por um mendigo que pediu a pizza. Acabei dando a caixa para o mendigo e o vi devorando a pizza com muito prazer, deixando-me feliz por ter ajudado.
Essas e outras situações me fizeram sentir mais próxima dos nova-iorquinos e me fizeram perceber que, mesmo sendo uma cidade enorme e agitada, Nova York é também um lugar cheio de pessoas amigáveis e acolhedoras. E é por isso que me considero hoje um verdadeiro nova-iorquino.

