O STJD arquivou o processo movido contra o oposto Wallace, do Cruzeiro. A denúncia foi feita pela Advocacia-Geral da União (AGU) e também pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), após o jogador postar nas redes sociais mensagens de violência contra o presidente Lula.
– A principio, não foi verificada nenhuma veiculação das atitudes dele com o esporte, estava fora do horário do trabalho, fora de competição. Não tinha uniforme que o ligava a clube ou patrocinador, não tinha nenhum vínculo com o esporte – explicou à reportagem do ge o procurador geral do STJD de Vôlei, Fábio Lira.
A informação inicial sobre arquivamento do processo foi noticiada pelo O Globo.
Wallace está afastado dos jogos desde o ocorrido, no início do mês de fevereiro, em decisão tomada pelo clube. O atleta segue treinando em separado. O arquivamento do processo pelo STJD não possibilita que Wallace retorne as quadras imediatamente. Ainda há uma punição do Conselho de Ética do COB por tempo indeterminado até o fim do processo.
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Oposto Wallace fechou o segundo set da final da Supercopa, diante do Minas — Foto: Divulgação/Cruzeiro
A publicação de Wallace
O jogador publicou nas redes sociais uma foto em estande de tiro, segurando uma arma de fogo, e abriu para perguntas dos seguidores. Um deles perguntou se Wallace usaria a arma para atirar no rosto do presidente Lula. O atleta, apoiador declarado de Jair Bolsonaro, republicou a mensagem com uma enquete: “Alguém faria isso?” As alternativas de resposta eram “sim” e “não”.
Diante da repercussão do caso, o jogador publicou um vídeo se retratando e dizendo que não tinha a intenção de incitar a violência. O Cruzeiro anunciou o afastamento do jogador por tempo indeterminado e também recebeu a pressão de patrocinadores do time, que se pronunciaram com críticas a Wallace.
O caso ganhou contornos extra esportivos. Após a publicação, o Ministro da Secretaria da Comunicação do Governo Federal, Paulo Pimenta, anunciou que acionou a Advocacia-Geral da União (AGU). Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que vai tomar as “providências necessárias”.
Além da AGU, o Comitê Olímpico do Brasil anunciou que encaminhou uma representação ao Conselho de Ética da entidade. Em nota oficial enviada ao Brazilian Post, o COB afirmou que o órgão, independente, dará andamento às etapas do processo. Além disso, o comitê classificou como “inaceitável” a publicação do jogador, campeão olímpico no Rio 2016.


